JLN.CATOLICO

JLN.CATOLICO
Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica promovendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca o mandato do Mestre que disse: “Fazei isso em memória de mim!” A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a ave-maria, mas por ser evangélico não conseguia. Perguntei por quê? Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o Magnificat em que Maria proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… e se questionava o por quê sua geração tão evangélica não faz parte desta geração que proclama bem-aventurada a Mãe do Salvador! Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!

domingo, 20 de maio de 2012

Confiar sempre no Divino Pai Eterno


 Quando falamos em Divino Pai Eterno, não estamos falando de um santo, como muitos fiéis se enganam. Ele é o próprio Deus, Criador dos céus e da terra, parte da Trindade Santa.

A Palavra de Deus nos elucida sobre a confiança que devemos ter por Ele. “Nossos pais puseram a confiança em Vós, esperaram em Vós e os livrastes” (Salmo 21:5). É assim que Deus Pai faz a Aliança com Seu povo: pela promessa de uma vida eterna na terra prometida.

É necessário que confirmemos nossa confiança no Senhor, pois a segurança e o conforto de que precisamos só são encontrados quando nos deixamos guiar pelos ensinamentos d'Ele.

É papel dos pais orientar seus filhos nos primeiros passos do caminho de Deus, pois é impossível que eles façam as escolhas certas se nem ao menos têm conhecimento da Palavra de Deus.

A fé deve ser ensinada, ela deve ser aprendida, é dom de Deus, mas deve purificar nossa alma pelo ensinamento. E não devemos guardá-la para nós, devemos transmiti-la, ensinando principalmente para nossos queridos. É nossa obrigação ter esse zelo e jamais cair no comodismo.

Quem vai educar seu filho é você, quem vai fazer com que seu neto seja uma pessoa do bem é você e quem vai levar sua família para o céu também é você.

Nós que depositamos a nossa confiança em Deus jamais vamos morrer, não temeremos as secas, os desertos e as dificuldades impostas pela vida.

Quantas vezes não fomos alvos de calúnias, traições, decepções e julgamentos de pessoas que acreditávamos ser nossas amigas? Tudo isso é fruto da inveja, algo a que ninguém está imune, mas cabe a nós, filhos de Deus e seguidores da Sua Palavra, lidarmos com isso.

"A fé é o fundamento da nossa esperança",  padre Robson


Infeliz é o homem que ama o dinheiro, pois sua ruína está garantida
. Mas feliz é aquele que coloca seu tesouro no lugar certo, que confia na pessoa certa e coloca sua alegria no Senhor.

Mesmo que passemos por decepções na vida, sabemos onde encontrar alento para o espírito e segurança em meio à turbulência, pois nossa confiança está em Jesus Cristo.

A fé é o fundamento da nossa esperança, se eu espero é porque eu creio. Essa fé, que é uma luz concedida pelo Pai Eterno para brilhar dentro de nós, é sua missão. Mas não devemos nos enganar, pois ela é o instrumento para nossas boas obras, e sendo assim devemos torná-la fecunda ao anunciá-la a todos.

Devemos pedir a mesma fé que Abraão teve quando aceitou a ordem de Deus para sacrificar seu filho. E diante de todo desespero e angústia, Abraão foi capaz, enquanto caminhava até o monte, de dizer a seu filho, ao ser questionado sobre qual seria o sacrifício, “Deus proverá”.

Deus nos forja e trabalha nossa vida de acordo com o que tem reservado para nós. Cabe a nós fazer a escolha certa e aceitar de coração aberto tudo que Ele quer realizar em nossas vidas a partir de hoje.

É preciso que aceitemos nossa missão e aprendamos a viver pela misericórdia do Divino Pai Eterno. Hoje Deus nos chama para sermos fontes de luz na vida de outras pessoas. Feliz é você que crê no Senhor, porque todas as promessas de Deus serão cumpridas em sua vida!

Transcrição e adaptação: JLNEPO

domingo, 29 de abril de 2012

Eu sou o Bom Pastor


«Eu sou o Bom Pastor, conheço as minhas ovelhas»
news imagePor feliz iniciativa do Venerável Paulo VI, foi instituído neste 4º Domingo da Páscoa – Domingo do Bom Pastor – o Dia Mundial de Oração pelas Vocações.
Toda a Vocação é um dom do Espírito Santo, que não podemos alcançar pelos nossos humildes esforços, mas pela oração perseverante.
Unamos, pois, a nossa oração à do santo Padre, implorando muitos e santos operários para a Messe do Senhor.
Jesus Cristo, único Bom Pastor
Com palavras eloquentes e desassombradas, S. Pedro, revestido da força do espírito santo, anuncia aos Hebreus reunidos junto do Cenáculo, na manhã do Pentecostes, Jesus Cristo como o Messias prometido, o único Salvador do mundo.
Jesus Cristo, único Salvador.
Pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição, restitui-nos a vida da Graça – a participação na vida da Santíssima Trindade, guia-nos com a Sua Palavra nos caminhos da Salvação, alimenta-nos com os Sacramentos e fala intimamente connosco na oração.
Desejando continuar no mundo a Sua acção salvadora, escolheu homens a quem, desde os Apóstolos até à consumação dos séculos, administra o sacramento da Ordem, pedindo-lhes a sua visibilidade – a sua voz, mãos, olhar, coração – para continuar a acção salvadora.
Deste modo, Jesus Cristo continua a ser o único Bom Pastora da Igreja, multiplicando a Sua Presença e acção por meio dos sacerdotes.
Um problema urgente.
De novo ressoam dentro de nós as palavras do Divino Mestre: «A messe, de facto, é vasta, mas os operários são poucos. Rogai – pedi com insistência – ao Senhor da messe que envie operários para a Sua messe». (Mt 9, 38).
A messe, como sabemos, é o mundo dos homens. Reclama generosidade da nossa parte para os cuidados dela. Significativamente, o Senhor não fala de terreno de cultivo, mas de campos de trigo loiro ondulando ao vento. O terreno pode esperar algum adiamento; e cultivar-se à vez. A messe exige trabalho urgente, para que o grão de trigo não se perca, porque está ameaçado por dois riscos principais: cair ao chão, quando se adia a colheita; e ser comido pelas aves do céu.
O Senhor fala-nos em dar a este problema uma resposta urgente, para o déficit de operários seja rapidamente superado.
Aponta como resposta a oração de petição perseverante (rogate), para que o Senhor da messe envie operários: os chame e lhes dê a graça da generosidade na resposta.
Mas, na espiritualidade cristã, a oração é inseparável da acção, isto é, de fazermos humanamente tudo o que está ao nosso alcance para lhe dar uma solução. O contrário seria tentar a Deus.
Olhando à nossa volta, deparamos com uma descristianização – paganização – galopante. As pessoas andam como ovelhas sem pastor. Há uma tal agitação de ideias erradas, que as pessoas não sabem para onde se hão-de voltar. Além disso, a ignorância religiosa é clamorosa, na maior parte dos casos.
A agravar esta situação, está o problema de que, quanto menos cuidado está o rebanho, menos as pessoas se queixam. A fome leva à apatia do rebanho.
Deus nunca falta!
A nossa oração e acção não faria sentido sem a certeza – confiança plena – que nos dá a fé de que Jesus Cristo nunca abandonará a Sua Igreja: «Eis que estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo.» (Mt 28, 20). E acrescenta: «ciente da actividade constante do Espírito Santo na Igreja, intimamente crê que nunca faltarão completamente à Igreja os ministros sagrados [...].» (JOÃO PAULO II, Ex. Apost. Pastores dabo vobis, n.º 1).
Portanto, «a primeira resposta que a Igreja dá consiste num acto de confiança total no Espírito Santo. Estamos profundamente convictos de que este abandono confiante não nos há-de decepcionar, se entretanto permanecermos fiéis à graça recebida.» (P. D. V. n.º 1).
Mas não basta confiar e cruzar os braços. «Por este motivo, a confiança total na incondicionada fidelidade de Deus à Sua promessa está ligada na Igreja à grave responsabilidade de colaborar com a acção de Deus que chama, de contribuir para criar e manter condições as condições nas quais a boa semente, semeada pelo Senhor, possa criar raízes e dar frutos abundantes.»(P. D. V. n.º 1). A Igreja nunca pode deixar de pedir ao Senhor da messe que mande operários para a Sua messe (cf. Mt 9, 38), de dirigir uma clara e corajosa proposta vocacional às novas gerações, de as ajudar a discernir a verdade do chamamento de Deus e corresponder-Lhe com generosidade, e de reservar cuidado particular à formação dos candidatos ao presbiterado.» (P. D. V. n.º 2).
Os Pastores do rebanho
Jesus Cristo é a porta do rebanho de deus. Ninguém pode ter acesso a ele sem entrar por esta «porta», ou seja, sem receber dele o Sacramento da Ordem e a missão apostólica.
O sacerdote é insubstituível.
A primeira tentação, diante deste panorama desolador, é a de se sentir incapaz de lhe dar uma resposta, de fechar os olhos e esperar que resolva o problema quem vier atrás; ou então esperar um acontecimento miraculoso que resolva este problema, sem imaginarmos como nem quando.
Os leigos precisam de assumir o seu papel na Igreja, de participantes da tríplice missão de Cristo: sacerdotal, profética e real.
Mas isto não resolverá o problema. Pensar deste modo pode ser uma forma de alienação. A nossa razão e a experiência pastoral diz-nos que quanto mais os leigos trabalham, mais deve trabalhar o sacerdote. Quando querem levar os amigos a reconciliar-se com Deus, quem os há-de acolher e perdoar-lhes os pecados? Quem há-de celebrar a Santíssima Eucaristia?
«Sem sacerdotes, de facto, a Igreja não poderia viver aquela fundamental obediência que está no próprio coração da sua consciência e da sua missão na história – a obediência à ordem de Jesus: «Ide, pois, ensinai todas as nações» (Mt 28, 19) e «Fazei isto em Minha memória» (Lc 22, 19; cf 1 Cor 11, 24), ou seja, a ordem de anunciar o Evangelho e de renovar todos os dias o sacrifício do Seu Corpo entregue e do Seu Sangue derramado pela vida do mundo.» (P. D. V. n.º 1).
O Senhor quis constituir de tal modo a Sua Igreja que nós somos «insubstituíveis». A nossa eficácia, porém, não depende só da quantidade, mas também da qualidade: muitos e santos sacerdotes.

Fonte:
Revista Celebração Litúrgica 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

COMUNGAR

COMUNGAR É GERAR VIDA


Comunhão é “participação em comum de crenças, interesses ou idéias”, como diz Aurélio Buarque de Holanda. Comungar também se refere ao ato de receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. Comungar é Verbo e Comunhão, substantivo, mas são palavras sempre direcionadas a uma ou mais ações conjuntas.

O homem foi criado à imagem e semelhança da Trindade e este fato, o faz participar da comunhão de amor a Ela inerente. é impossível ser homem todo, por inteiro, sem partilhar tudo o que se é, toda a abundância de bênçãos e graças que Deus derramou em nossos corações. No entanto, resistimos....

Constantemente, caímos, inúmeras vezes, no engano de pensarmos que nossa vida tem um valor sem o outro. a palavra vida nos fala de movimento, cor, silêncio de escuta, contemplação, respiração, troca de olhar, enfim, nos remete ao outro sempre, sempre. simples de exemplificar, pois me encontro neste momento compartilhando com você idéias e até conceitos, que fluem do mais íntimo de mim mesma, eu! Mas, sem dúvida, as ouvi do coração de Deus e de outras pessoas, sobre elas conversei e, com elas concordei.

O nosso Deus todo-poderoso não concebeu sua obra prima para viver só. deu ao homem um sono profundo e dele criou sua companheira, a mulher. É forte a mensagem que o céu nos dá através da criação do ser humano. forte no sentido mais pleno desta palavra.!

“Desta vez , sim ! é osso dos meus ossos, e carne de minha carne” (Gen.2,23a)
Deus não deseja que o homem viva só!!

Quando este não é vocacionado ao matrimônio, também convive harmoniosamente com toda a natureza.

Ao nos criar deus nos presenteou com um meio ambiente perfeito, isto quanto ao que se refere ao exterior e físico. mas ele também nos deu gratuitamente uma variedade enorme de dons e talentos os quais são impossíveis de tomar sua verdadeira cor se não forem compartilhados , postos à serviço do outro. e o mais incrível é que não nos sentimos completos quando retemos, ou por algum outro motivo, não comungamos tudo o que somos e o que temos com aquele que também espera minha partilha para significar sua vida.
“ a multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma” (at. 4, 32).

É um mistério! Um grandioso mistério de amor e realização plena!
Comungar a vida não é apenas dividí-la. seria muito pobre! comungar a vida é gerar nova vida através da partilha, da doação. esta mentalidade não é nova, ao contrário, ao vivenciá-la estamos atualizando em nossas vidas os ensinamentos bíblicos. passamos a inflamar nossos corações de amor à jesus cristo e aos nossos irmãos. retomamos nosso lugar na história, crescendo em maturidades humana e espiritual e por que não dizer em estatura e graça diante de Deus?

Tal comunhão passa também pelo compartilhar de nossos bens materiais. tudo o que temos em primeira e última análises, vem de deus. poderíamos explicar nossos ganhos como fruto do nosso trabalho. muito lícito , mas seja o nosso trabalho físico ou intelectual, tem como fonte algo doado por deus e, o produto deste labor também é um dom de Deus!

Nada é meu!!! tudo é nosso, pois tudo é de deus. somos seus filhos e seus herdeiros. o pai deseja que seus filhos usufruam jubilosos e em unidade seus bens. só assim, sob esta compreensão poderemos chamar deus de pai e o outro de meu irmão.

Comungar então é alegrar o coração de deus e uma maneira simples de expressar nossa gratidão por não vivermos sós, por termos irmãos .

“assim, a unidade entre os irmãos proclama a vinda de cristo e é fonte vigorosa de ação apostólica”. (*)
* Vaticano Ii. Mensagens, Discursos, Documentos. Ed Paulinas
jlnepo

segunda-feira, 5 de março de 2012

QUARESMA & PÁSCOA

Quaresma, a caminho da Páscoa

Não entenderíamos a Quaresma se não pensássemos na Páscoa. Fazemos um caminho para alcançar uma meta. Sem objetivo o nosso caminhar fica cansativo e é arriscado parar no meio, ou procurar atalhos e desvios mais atrativos. O acontecimento da Páscoa é o centro da fé cristã. Doutrinas e normas somente se entendem a partir da novidade da Páscoa de Jesus. A sua morte na cruz e a sua ressurreição foram o primeiro anúncio dos apóstolos após a chegada do Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Eles tiveram a coragem de gritar ao mundo o que tinha acontecido. Alguns acreditaram e mudaram de vida porque descobriram um novo sentido para a existência deles. Outros, na liberdade da busca, continuaram por outros caminhos.
É justamente para nos ajudar sempre a entender e a acreditar de maneira nova e melhor na Páscoa de Jesus, com mais entusiasmo e alegria, que a Igreja nos convida a viver intensamente o tempo da Quaresma. Quarenta dias para “refazer” um caminho. Para nos deixar questionar novamente pelo evento pascal. Aliás esta é a prova se acreditamos ou não, de verdade, e não somos meros seguidores de um costume herdado, mas talvez nunca questionado, ou nunca escolhido com a seriedade que merece.
Começamos a Quaresma com o sinal das cinzas em nossas cabeças. Apesar de querermos esconder a verdade e nos deixarmos seduzir por muitas conversas e propagandas, estamos todos conscientes da nossa realidade mortal. As cinzas nos lembram a precariedade da vida. Não somos tão poderosos como pensamos ser e menos ainda imortais. Por mais que brilhe a nossa estrela, não brilhará para sempre. Contudo não é para ficar tristes e nem desesperados. Um comportamento assim seria a conseqüência lógica de quem não tem fé e não enxerga nada além do túmulo. Ao contrário, tomar consciência da nossa transitoriedade nos obriga e estimula a viver bem a vida dando-lhe um sentido profundo que nos faça, inclusive, ser felizes agora e sempre.
Como? No início da Quaresma nos são propostas três “obras” quaresmais: a esmola, o jejum e a oração. Tudo isso feito sem alarde para ser algo de gratuito; feito para agradar a Deus e não aos homens. Se chamarmos atenção, diz o evangelho, “já recebemos a nossa recompensa”: os aplausos e as manchetes dos homens!
A esmola nos obriga a avaliar os nossos relacionamentos  com os outros. Podemos usar das nossas capacidades e dos nossos recursos materiais e espirituais para construir fraternidade, como também para explorar, enganar, buscar somente o nosso lucro e interesse. Nesse caso fica claro que a “esmola” deve ser entendida como uma verdadeira generosidade, uma atenção aos irmãos pobres e sofredores. Sem esse olhar carinhoso e sem essa sensibilidade a nossa vida ficará presa em nós mesmos e em nosso egoísmo.
O jejum não tem nada ver com os regimes tão badalados. Ele diz a respeito de nós, da honestidade com a nossa pessoa. É renúncia mesmo; é escolha do que consideramos mais importante na nossa vida deixando de lado o que nos prende e condiciona, sufocando a nossa liberdade de fazer o bem. Para sermos livres precisamos poder escolher, mas não qualquer coisa e de qualquer jeito. Liberdade verdadeira é saber escolher o bem conscientemente e fadigosamente. Se não sabemos dar um basta a certas situações elas exigirão cada vez mais de nós, e ficaremos cada vez mais “dependentes” delas em lugar de ficarmos mais livres e felizes.
Por fim, a oração. Ela diz a respeito do nosso relacionamento com Deus. Afinal quem é Ele para nós? O que representa na nossa vida? Se tivermos medo dele, cumpriremos obrigações e faremos esforços para agradá-lo e conseguir favores. Um Deus “inimigo”, imprevisível e caprichoso, que compete com o homem, não é o Deus de Jesus Cristo. Ao contrario é o Deus-amor que prefere morrer a matar os seus perseguidores. Um Deus que não se defende, porque se entrega até o fim. A oração nos pede mais que palavras, mais que louvores cantados ou gritados, nos pede o silêncio da interiorização, o silêncio do quarto – também da igreja e da liturgia - onde nos colocamos com a nossa pobreza na frente daquele que é o Senhor da vida, porque, com a sua Páscoa venceu, uma vez por todas, a morte.

Dom Pedro José Conti