CLARA DE ASSIS

CLARA DE ASSIS
Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica promovendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca o mandato do Mestre que disse: “Fazei isso em memória de mim!” A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a ave-maria, mas por ser evangélico não conseguia. Perguntei por quê? Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o Magnificat em que Maria proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… e se questionava o por quê sua geração tão evangélica não faz parte desta geração que proclama bem-aventurada a Mãe do Salvador! Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

COMUNGAR

COMUNGAR É GERAR VIDA


Comunhão é “participação em comum de crenças, interesses ou idéias”, como diz Aurélio Buarque de Holanda. Comungar também se refere ao ato de receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo. Comungar é Verbo e Comunhão, substantivo, mas são palavras sempre direcionadas a uma ou mais ações conjuntas.

O homem foi criado à imagem e semelhança da Trindade e este fato, o faz participar da comunhão de amor a Ela inerente. é impossível ser homem todo, por inteiro, sem partilhar tudo o que se é, toda a abundância de bênçãos e graças que Deus derramou em nossos corações. No entanto, resistimos....

Constantemente, caímos, inúmeras vezes, no engano de pensarmos que nossa vida tem um valor sem o outro. a palavra vida nos fala de movimento, cor, silêncio de escuta, contemplação, respiração, troca de olhar, enfim, nos remete ao outro sempre, sempre. simples de exemplificar, pois me encontro neste momento compartilhando com você idéias e até conceitos, que fluem do mais íntimo de mim mesma, eu! Mas, sem dúvida, as ouvi do coração de Deus e de outras pessoas, sobre elas conversei e, com elas concordei.

O nosso Deus todo-poderoso não concebeu sua obra prima para viver só. deu ao homem um sono profundo e dele criou sua companheira, a mulher. É forte a mensagem que o céu nos dá através da criação do ser humano. forte no sentido mais pleno desta palavra.!

“Desta vez , sim ! é osso dos meus ossos, e carne de minha carne” (Gen.2,23a)
Deus não deseja que o homem viva só!!

Quando este não é vocacionado ao matrimônio, também convive harmoniosamente com toda a natureza.

Ao nos criar deus nos presenteou com um meio ambiente perfeito, isto quanto ao que se refere ao exterior e físico. mas ele também nos deu gratuitamente uma variedade enorme de dons e talentos os quais são impossíveis de tomar sua verdadeira cor se não forem compartilhados , postos à serviço do outro. e o mais incrível é que não nos sentimos completos quando retemos, ou por algum outro motivo, não comungamos tudo o que somos e o que temos com aquele que também espera minha partilha para significar sua vida.
“ a multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma” (at. 4, 32).

É um mistério! Um grandioso mistério de amor e realização plena!
Comungar a vida não é apenas dividí-la. seria muito pobre! comungar a vida é gerar nova vida através da partilha, da doação. esta mentalidade não é nova, ao contrário, ao vivenciá-la estamos atualizando em nossas vidas os ensinamentos bíblicos. passamos a inflamar nossos corações de amor à jesus cristo e aos nossos irmãos. retomamos nosso lugar na história, crescendo em maturidades humana e espiritual e por que não dizer em estatura e graça diante de Deus?

Tal comunhão passa também pelo compartilhar de nossos bens materiais. tudo o que temos em primeira e última análises, vem de deus. poderíamos explicar nossos ganhos como fruto do nosso trabalho. muito lícito , mas seja o nosso trabalho físico ou intelectual, tem como fonte algo doado por deus e, o produto deste labor também é um dom de Deus!

Nada é meu!!! tudo é nosso, pois tudo é de deus. somos seus filhos e seus herdeiros. o pai deseja que seus filhos usufruam jubilosos e em unidade seus bens. só assim, sob esta compreensão poderemos chamar deus de pai e o outro de meu irmão.

Comungar então é alegrar o coração de deus e uma maneira simples de expressar nossa gratidão por não vivermos sós, por termos irmãos .

“assim, a unidade entre os irmãos proclama a vinda de cristo e é fonte vigorosa de ação apostólica”. (*)
* Vaticano Ii. Mensagens, Discursos, Documentos. Ed Paulinas
jlnepo

segunda-feira, 5 de março de 2012

QUARESMA & PÁSCOA

Quaresma, a caminho da Páscoa

Não entenderíamos a Quaresma se não pensássemos na Páscoa. Fazemos um caminho para alcançar uma meta. Sem objetivo o nosso caminhar fica cansativo e é arriscado parar no meio, ou procurar atalhos e desvios mais atrativos. O acontecimento da Páscoa é o centro da fé cristã. Doutrinas e normas somente se entendem a partir da novidade da Páscoa de Jesus. A sua morte na cruz e a sua ressurreição foram o primeiro anúncio dos apóstolos após a chegada do Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Eles tiveram a coragem de gritar ao mundo o que tinha acontecido. Alguns acreditaram e mudaram de vida porque descobriram um novo sentido para a existência deles. Outros, na liberdade da busca, continuaram por outros caminhos.
É justamente para nos ajudar sempre a entender e a acreditar de maneira nova e melhor na Páscoa de Jesus, com mais entusiasmo e alegria, que a Igreja nos convida a viver intensamente o tempo da Quaresma. Quarenta dias para “refazer” um caminho. Para nos deixar questionar novamente pelo evento pascal. Aliás esta é a prova se acreditamos ou não, de verdade, e não somos meros seguidores de um costume herdado, mas talvez nunca questionado, ou nunca escolhido com a seriedade que merece.
Começamos a Quaresma com o sinal das cinzas em nossas cabeças. Apesar de querermos esconder a verdade e nos deixarmos seduzir por muitas conversas e propagandas, estamos todos conscientes da nossa realidade mortal. As cinzas nos lembram a precariedade da vida. Não somos tão poderosos como pensamos ser e menos ainda imortais. Por mais que brilhe a nossa estrela, não brilhará para sempre. Contudo não é para ficar tristes e nem desesperados. Um comportamento assim seria a conseqüência lógica de quem não tem fé e não enxerga nada além do túmulo. Ao contrário, tomar consciência da nossa transitoriedade nos obriga e estimula a viver bem a vida dando-lhe um sentido profundo que nos faça, inclusive, ser felizes agora e sempre.
Como? No início da Quaresma nos são propostas três “obras” quaresmais: a esmola, o jejum e a oração. Tudo isso feito sem alarde para ser algo de gratuito; feito para agradar a Deus e não aos homens. Se chamarmos atenção, diz o evangelho, “já recebemos a nossa recompensa”: os aplausos e as manchetes dos homens!
A esmola nos obriga a avaliar os nossos relacionamentos  com os outros. Podemos usar das nossas capacidades e dos nossos recursos materiais e espirituais para construir fraternidade, como também para explorar, enganar, buscar somente o nosso lucro e interesse. Nesse caso fica claro que a “esmola” deve ser entendida como uma verdadeira generosidade, uma atenção aos irmãos pobres e sofredores. Sem esse olhar carinhoso e sem essa sensibilidade a nossa vida ficará presa em nós mesmos e em nosso egoísmo.
O jejum não tem nada ver com os regimes tão badalados. Ele diz a respeito de nós, da honestidade com a nossa pessoa. É renúncia mesmo; é escolha do que consideramos mais importante na nossa vida deixando de lado o que nos prende e condiciona, sufocando a nossa liberdade de fazer o bem. Para sermos livres precisamos poder escolher, mas não qualquer coisa e de qualquer jeito. Liberdade verdadeira é saber escolher o bem conscientemente e fadigosamente. Se não sabemos dar um basta a certas situações elas exigirão cada vez mais de nós, e ficaremos cada vez mais “dependentes” delas em lugar de ficarmos mais livres e felizes.
Por fim, a oração. Ela diz a respeito do nosso relacionamento com Deus. Afinal quem é Ele para nós? O que representa na nossa vida? Se tivermos medo dele, cumpriremos obrigações e faremos esforços para agradá-lo e conseguir favores. Um Deus “inimigo”, imprevisível e caprichoso, que compete com o homem, não é o Deus de Jesus Cristo. Ao contrario é o Deus-amor que prefere morrer a matar os seus perseguidores. Um Deus que não se defende, porque se entrega até o fim. A oração nos pede mais que palavras, mais que louvores cantados ou gritados, nos pede o silêncio da interiorização, o silêncio do quarto – também da igreja e da liturgia - onde nos colocamos com a nossa pobreza na frente daquele que é o Senhor da vida, porque, com a sua Páscoa venceu, uma vez por todas, a morte.

Dom Pedro José Conti

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aprenda com Jesus

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Quer fazer bem todas as coisas?

Aprenda com Jesus a não deixar nada pela metade

"Ele tem feito bem todas as coisas" (Mc 7,37). Com essa frase do Evangelho de São Marcos, podemos ver um traço da personalidade de Jesus. Era um homem maduro em todos os sentidos. A maturidade é sinônimo de eficiência, eficácia e simplicidade. Em suma, maturidade é sinônimo de santidade!
Afetivamente: maduro! Psicologicamente: maduro! Politicamente: maduro! Espiritualmente: maduro! Jesus Cristo era tão maduro que, no derradeiro dia, prestes a entregar-se nas mãos do Pai Celeste, afirmou: “Tudo está consumado!” (Jo 19,30). Que êxito! Os seus 33 anos bem vividos. Não faltava nada! Tudo foi "bem" feito. Não deixou as coisas "pela metade". Não precisou de um dia a mais. Nem mesmo um minuto além do que Lhe foi dado. Tudo consumado! Bem diferente de algumas pessoas que chegam ao final da vida com “tudo consumido”. Que incrível diferença faz uma única letra: consumado, consumido. Que alegria seria se muitos dos nossos políticos pudessem ter um fim de mandato semelhante ao de Cristo. Que honra seria saber que muitos padres, pais, médicos, professores, profissionais das mais variadas áreas, encerraram a carreira com tudo “consumado” e não “consumido”!
A maturidade de Cristo se dá não apenas por talento pessoal ou predisposição genética. É verdade que Seus pais: Maria e José, eram justos; isto é, cumpriam fielmente o que lhes era recomendado pela lei religiosa. Mas acima de tudo, Jesus aprendeu isso de Seu Pai Celeste. No início da Bíblia, vemos que Deus criou o mundo e viu que tudo era bom (cf. Gn 1,10). Ou seja, a obra do Todo-poderoso é boa! É bem feita! É perfeita!

Que necessidade temos de aprender essa qualidade de Jesus! Quantas vezes deixamos as coisas por fazer, ou fazemos as coisas de qualquer jeito. Neste mundo escravo do tempo e intoxicado por múltiplas tarefas, descobrimos homens e mulheres apressados, estressados e doentes porque não conseguem cumprir uma agenda, atender todas as solicitações e corresponder a todas as expectativas.
Talvez o grande problema seja nossa extrema capacidade de complicar as coisas que são tão simples. Conseguimos tempo para tudo o que é secundário e deixamos de lado o que é essencial. A escala de valores foi perdendo sua textura natural e acabamos por colocar em primeiro lugar itens que não garantem um final feliz. A vida se torna pesada demais quando colocamos mais peso no telhado e nos esquecemos de fortalecer o alicerce da própria casa. Que o digam os engenheiros encarregados de justificar os desabamentos, causadores de muitas mortes, que vimos nos noticiários nacionais ultimamente.
A estrutura humana ideal é aquela que se assemelha à do Nazareno. Vivia com simplicidade. Valorizava os relacionamentos e dava chance até mesmo àqueles que potencialmente poderiam feri-Lo (Judas). Não se deixou prender pela mágoa, perdoava sempre (“Perdoai-os, eles não sabem o que fazem” – Lc 23,34). Não era preso à própria opinião, sabia submeter-se (“Que se faça a tua vontade, o Pai; e não a minha!” – Lc 22,41).
Era íntegro o bastante para não se afligir com a opinião alheia, acolhia pecadores e excluídos. A todos tinha uma palavra pacífica e orientadora (“Bem-aventurados os mansos!” – Mt 5,5 ). Amadureceu sem se desviar do motivo da própria existência. Aliás, tinha um sentido claro da própria vida (“Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância!” – Jo 10,10).
JLNEPO

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

                                          Reconciliai-vos com Deus  
                                                                   (2cor 5,20


“Quem confessa os próprios pecados já está agindo em harmonia com Deus, Deus acusa teus pecados; se tu também os acusas, tu te associas a Deus. O homem e o pecador são, por assim dizer, duas realidades: quando ouves Falar do homem,  foi Deus que o fez; quando ouves falar do pecador , é o Próprio homem que o fez.  Destrói  o que fizeste para que Deus salve o que Ele fez... Quando começas a detestar o que fizestes, é então que tuas boas Começam,  porque acusas tuas más obras. A Confissão das más obras é o Começo das  boas obras. Contribuis  para a verdade e consegue chegar a luz”
(Santo Agostinho)
 Quando buscamos o perdão e a reconciliação com Deus  através  de uma Confissão   somos transformados e curados das doenças espirituais, emocionais, Afetivas e físicas.  Na Confissão somos perdoados de todos os  nossos pecados Através das mãos ungidas  e consagradas de um sacerdote,  como nos mostra A Palavra de Deus:
  “Eu te darei as chaves do reino dos céus, tudo o que ligares na terra será  ligado
Nos céus “  (Mt 16,19)

                                     Alguns itens para uma maior reflexão

 1º) Que imagem tenho de mim mesmo? Positiva ou Negativa?
2º)Eu gusto de mim mesmo?
3º)que imagem os outros tem de mim?
4º)Com quem me identifico mais: meu Pai ou minha Mãe? Porque?
5º)Como infrento a solidão em minha vida?
6º)Durante a semana, em quais momentos fico mais pertubado ou perco
O controle de mim mesmo? Por que?
7º)Como infrento a aridez em minha vida spiritual?
8º)Atualmente enfrento dificuldades para rezar? Por que?
9º)Qual a maior experiência que tive com Deus? Como foi?
10º)Como vão as minhas amizades? Tenho amigos?
11º)Como está minha vida  emocional?
       Ela tem equilibrio? Entreguei  meu temperamento, meu caráter
      E minhas emoções a Jesus? Conheço-me realmente como  sou?
12º)Oque em mim precisa mais de cura?

A Confissão
A C onfissão é um Sacramento que nos conduz á adoração.
É uma experiencia de oração e de adoração
JLNEPO.